
Espaço dedicado aos artistas, patronos da comunicação, das armas, e da religiosidade. À Vossa Santidade, o Papa, Rabinos, Pastores e Monges do Tibet. Aos líderes tribais africanos, refugiados, sobreviventes do 11 de setembro, da bomba atômica e das guerras mundiais. Ao capitalismo, globalização, astronautas, pilotos, economistas, cientistas políticos, antropólogos, sociólogos e juristas. Diplomatas, analístas, internacionalistas, banqueiros, Professores, Mestres e Doutores. Maquiadores, encanadores, técnicos funerários, Lavadeiras, cabelereiros, manicures, líderes do MST, terroristas, humoristas, piões de boiada, maquinistas e Psiquiatras. Aos meu namorado e futuro marido, familiares, amigos e mais chegados. Ao Secretário Geral da ONU, Presidente do Banco Mundial, Diretor Geral do FMI, ao Excelentíssimo Senhor Prefeito da Cidade do Recife, ao Governador do Estado de Pernambuco e por fim, ao Presidente da República Federativa Do Brasil, o senhor Luis Inácio Lula da Silva.
Caso você não se enquadre em nenhuma dessas classificações, saiba que, acima de tudo, este espaço é dedicado ao anônimos, aos que pensam, que respiram, aos que possuem um senso crítico e uma vontade louca de expor suas idéias.
Nada melhor que começar com um breve escrito poético:
Dedicatória.
"Dedico esse blog aos verbos intransitivos e aos substantivos sobrecomuns. Aos músicos, quiçá poetas gaiteiros, que ainda sonham o lirismo dos bêbedos. Aos paulicéias desvairadas que mendigam a Aurora do alvorecer. Aos pardais encardidos, aos fuxiqueiros mal-assombrados, aos loucos, aos surdos, banguelos e carecas de coração.
Dedico, pois, cada linha, aos pobres de espírito, aos que nunca amaram, que nunca ouviram (viram) o amor. Aos canalhas embebidos e bitolados pelo encanto dos ébrios.
Presentearei o acento circunflexo da palavra pungência ao chocalho de letras aqui presente. Ao nosso mau humor, a nossa mediocridade, que vomitam verdades amaldiçoadas, afundadas e perdidas no fundo do mar.
Aos fantasmagóricos deserdados e órfãos da arte, que vibram pela desavença e pela melancolia dos povos.
Talvez eu dedique esse embrulho de vírgulas aos que nos amam, que nos admiram, ou que pelo menos tentam nos suportar."
[poetadalua]
Sintam-se em vossas casas. Sentem-se da maneira mais confortável, peça mais um copo ao garçon, e soltem o verbo!
